A reforma tributária com a criação do IBS e da CBS muda mais do que alíquotas. Ela altera lógica de apuração, regimes, créditos e dinâmica de preços em toda a cadeia. Para o CFO, esse cenário exige preparação técnica, simulação de impacto e revisão de decisões estratégicas.

O que muda com IBS e CBS

A reforma cria um novo conjunto tributário sobre o consumo, em substituição gradual aos tributos atuais.

A arquitetura geral se organiza em:

  • IBS, imposto sobre bens e serviços. Substitui ICMS e ISS, com partilha entre estados e municípios.
  • CBS, contribuição sobre bens e serviços. Substitui PIS e COFINS.
  • Imposto seletivo. Recai sobre produtos específicos com externalidades relevantes.
  • Transição ao longo dos próximos anos, com convivência entre regimes anteriores e novos.

Os principais pontos que afetam a operação:

  • Não cumulatividade plena. Crédito amplo sobre tudo o que entra na cadeia, com poucas exceções.
  • Alíquota uniforme por bem ou serviço. Com previsão de alíquotas reduzidas para setores específicos.
  • Tributação no destino. O imposto será devido onde o bem ou serviço é consumido, não onde é produzido.
  • Cashback em determinados casos. Devolução de parte da carga para famílias de baixa renda em operações específicas.
  • Período de transição. Convivência entre regimes anteriores e novos por anos, com cronograma escalonado.

O que precisa entrar no radar do CFO

A leitura precisa ir além do impacto direto. Algumas frentes ganham peso:

  • Estrutura de preços. A nova lógica de crédito e a tributação no destino mudam a composição de preço entre regiões e cadeias.
  • Margem por produto, canal e geografia. Operações que eram favoráveis em determinada região podem perder vantagem com a tributação no destino.
  • Capital de giro. A dinâmica de crédito e a forma de recolhimento alteram o fluxo de caixa.
  • Contratos vigentes. Cláusulas que tratam de tributo, repasse e reajuste precisam ser revistas antes do início pleno da nova lógica.
  • Sistemas e processos. Apuração, faturamento, obrigações acessórias e integração com fornecedores precisam absorver a mudança.
  • Estrutura societária. Operações intercompany, distribuição geográfica de unidades e modelo de centralização podem mudar de eficiência.

Cenários e dados necessários

Para tomar decisão com segurança, o CFO precisa de:

  • Base histórica detalhada de apurações de PIS, COFINS, ICMS e ISS.
  • Estrutura de custos com identificação de créditos atuais e potenciais.
  • Cadeia de fornecedores com regime tributário mapeado.
  • Composição de receita por produto, canal e geografia.
  • Política comercial atual com leitura de preço, margem e contratos.

Como conduzir a transição

Algumas frentes de trabalho aparecem com mais força nessa preparação:

  • Simulação IBS e CBS. Modelagem de cenários para entender impacto antes da plena vigência.
  • Plano de adaptação. Sistemas, processos, contratos e capacitação interna em sequência ordenada.
  • Governança da transição. Comitê multifuncional com fiscal, contábil, comercial, jurídico e tecnologia.
  • Comunicação com diretoria e conselho. Leitura objetiva de impacto e decisões críticas a tomar.
  • Acompanhamento contínuo. A regulamentação seguirá detalhando regras ao longo dos próximos ciclos.

Grupo Value: leitura do CFO para o novo cenário do IBS e da CBS

A reforma tributária muda lógica de apuração, crédito e preço. O Grupo Value organiza essa preparação com leitura técnica da legislação e modelagem aplicada à realidade de cada empresa.

A atuação cobre:

  • Simulação de IBS e CBS com base na operação atual.
  • Diagnóstico de impacto em margem, capital de giro e contratos.
  • Plano de adaptação em tecnologia, processo, contrato e política comercial.
  • Governança multifuncional para sustentar a transição ao longo dos próximos anos.

Para CFOs que querem chegar à transição com previsibilidade, vale antecipar a leitura técnica com apoio do Grupo Value antes que a mudança chegue à rotina sem preparo.