Fusões e aquisições tendem a ganhar eficiência quando a empresa chega à negociação com informações organizadas, indicadores confiáveis e uma estrutura clara de tomada de decisão. Sem essa preparação, aumentam os riscos de atrasos, questionamentos durante a due diligence e ajustes nas condições inicialmente negociadas.

De acordo com o Global M&A Report 2026 da Bain & Company, que ouviu mais de 300 executivos da área, 80% esperam manter ou ampliar a atividade de M&A ao longo do ano. O mesmo relatório mostra que a adoção de inteligência artificial nesses processos mais que dobrou e já alcança 45% dos profissionais, o que eleva a exigência sobre a qualidade da base de dados apresentada.

O caminho começa pela governança e termina no dado verificado, como mostram os próximos tópicos.

Por que a governança define o ritmo da transação

Em uma operação de M&A, a governança estabelece responsabilidades, critérios de decisão, mecanismos de controle e fluxos de informação. Uma estrutura bem definida permite que sócios, conselhos e executivos conduzam as etapas da transação com maior transparência, consistência e agilidade.

Empresas com responsabilidades bem definidas, processos documentados e informações financeiras atualizadas tendem a responder com maior agilidade às solicitações do data room, reduzindo retrabalhos e facilitando o andamento da due diligence. Sem essa base, cada solicitação vira um projeto interno, e o intervalo entre pergunta e resposta alimenta a percepção de risco do outro lado.

Há ainda um efeito menos visível: o comprador lê o tempo de resposta como um indicador da qualidade da gestão, então a demora pesa no preço mesmo quando o número final está correto.

Quais dados precisam estar prontos antes da primeira conversa

A base mínima cobre o histórico financeiro auditável e a estrutura societária formalizada. Sem esses dois blocos, qualquer conversa de valuation parte de uma premissa frágil.

  1. Demonstrações dos últimos três a cinco exercícios, com critérios contábeis uniformes e conciliação entre o gerencial e o societário.
  2. Memória de normalização do EBITDA, com valor, período e justificativa de cada ajuste proposto.
  3. Contratos relevantes organizados, incluindo clientes concentrados, fornecedores críticos, locações e financiamentos com cláusula de mudança de controle.
  4. Quadro societário e acordo de sócios atualizados, com participações, opções e eventuais litígios registrados.
  5. Mapa de contingências trabalhistas, cíveis e fiscais, com valor estimado e probabilidade de perda.

As etapas em que a informação costuma falhar

A primeira é o preparo do material de apresentação ao mercado, quando projeções otimistas entram sem lastro na série histórica. O comprador identifica a distância entre o discurso e o número logo nas primeiras reuniões.

A segunda é a própria due diligence, etapa em que a inconsistência entre o relatório gerencial e o balanço vira pedido de ajuste de preço. A conciliação prévia entre as duas bases, por isso, evita o desgaste mais caro do processo.

Como a preparação antecipada encurta o processo

A preparação começa antes da decisão de vender ou comprar, porque parte dos ajustes precisa de tempo de exercício fiscal para produzir efeito. Reorganização societária, formalização das operações com partes relacionadas e correção de critérios contábeis não se resolvem em semanas.

A preparação antecipada pode reduzir retrabalhos, facilitar a resposta às solicitações da due diligence e fortalecer a posição do vendedor nas negociações. Ao organizar informações e antecipar possíveis questionamentos, a empresa ganha melhores condições para conduzir o processo com previsibilidade.

A governança também reduz a dependência de pessoas específicas. Com processo documentado e informação centralizada, a operação segue em frente mesmo quando um executivo-chave precisa se afastar da mesa.

O papel do Grupo Value em uma operação de M&A bem conduzida

A frente de M&A Boutique e Corporate Finance reúne as etapas que antecedem e sustentam a negociação. As soluções envolvidas incluem:

  • Preparação da empresa para M&A, com organização das informações contábeis, fiscais e societárias antes da abertura ao mercado.
  • Valuation e avaliação de empresas, com premissas documentadas e cenários defensáveis diante do comprador.
  • Reorganização societária e patrimonial, para ajustar a estrutura e separar os ativos que não fazem parte do escopo da transação.
  • Plano de negócios e viabilidade, conectando a projeção financeira à tese apresentada ao investidor.

Para o acionista, o conjunto desse trabalho reposiciona a empresa na mesa: a discussão de valor passa a se apoiar em dado próprio, verificado antes de terceiros o questionarem.

Estruture a governança e a base de dados da sua empresa com o Grupo Value antes de iniciar a conversa com potenciais compradores.